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Workshop Bicicletas Elétricas promove debate sobre mobilidade em Brasília

Organizado pelo Ministério das Cidades, evento reuniu governo, empresas e organizações de ciclistas

Compartilhar experiências e aprendizados entre o governo, empresas e organizações não governamentais foi o objetivo do evento Bicicletas Elétricas: Tecnologias, políticas e cenários futuros, realizado pelo Ministério das Cidades, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e PROMOB-e com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS) nesta terça-feira (11), em Brasília (DF).

Por meio de quatro painéis ao longo do dia, foi estimulada a discussão sobre o veículo, a infraestrutura adequada e a integração entre os atores, além da exposição de casos de sucesso em cidades e empreendimentos brasileiros que apostaram nas bicicletas. Os participantes puderam ainda experimentar bicicletas, patinetes e um monociclo elétrico durante a tarde em um espaço de exposições.

Benefícios

A bicicleta elétrica permite que os ciclistas façam percursos mais longos com menos cansaço, fator importante para que o carro seja substituído no traslado para o trabalho e em cidades com ruas íngremes, por exemplo.

“O interessante das bicicletas elétricas é que elas aumentam as possibilidades de uso desse meio de transporte: elas permitem o uso em distâncias médias e até longas e abrem o uso para novos grupos como pessoas menos esportivas ou até idosas”, ressaltou Annette Windmeisser, Ministra-Conselheira de Cooperação da Embaixada da Alemanha.

Ela lembrou que, na Alemanha, dentre uma frota de 72 milhões de bicicletas, mais de 4 milhões já têm suporte de energia elétrica. Em 2017, a venda de e-bikes chegou a 720 mil — uma em cada cinco bicicletas vendidas foi elétrica. A indústria de bicicletas e o turismo relacionado na Alemanha gerou cerca de 300 mil empregos e movimentou 16 bilhões de euros no ano passado e virou um fator econômico importante.

O secretário nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Inácio Morais, afirmou que a bicicleta elétrica é uma ferramenta importante para a mobilidade urbana, já que vence distâncias maiores: “Ela é importante para a redução de gases, e vai na linha da eficiência energética. […] Esses são assuntos que a Semob já vem tratando e procurando colocar em pauta, para bem cumprir a lei da mobilidade urbana, que prioriza o transporte ativo”.

Para Fernando Araldi, analista de Infraestrutura da Secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, a bicicleta elétrica tem um grande potencial para sistemas de compartilhamento, superando o desafio do preço elevado. “Não existe uma competição com as bicicletas convencionais. […] No uso compartilhado, a bicicleta elétrica tem o potencial de ficar muito acessível a todas as classes”, comentou.

Acordo Técnico

Durante o evento, houve ainda a Assinatura do Acordo de Cooperação Técnica de Apoio Técnico para o Planejamento da Mobilidade Urbana, o fomento ao uso de Bicicletas e elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana, firmado entre Ministério das Cidades, União de Ciclistas do Brasil (UCB) e Associação Bike Anjo.

“O acordo tem dois grandes objetivos: dar apoio técnico aos projetos junto à Secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades para os municípios elaborarem seus planos de mobilidade urbana […] até abril de 2019, e para implementar o Programa Bicicleta Brasil, lei que passamos em outubro com finalidade de apoiar os municípios a implementarem a política cicloviária”, explicou JP Amaral, consultor do Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Confira aqui o relatório sobre o evento.

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