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PROMOB-e Entrevista: Paula Faria, CEO da Necta

Paula Faria é CEO da empresa de produção de eventos Necta, além de especialista no mercado de cidades inteligentes, mobilidade e inovação social

Nesta edição do PROMOB-e entrevista conversamos com Paula Faria, que é CEO da empresa de produção de eventos Necta, além de especialista no mercado de cidades inteligentes, mobilidade, aeroportos, segurança pública, PPPs e inovação social. Nos últimos anos, Paula foi idealizadora e esteve à frente de projetos como os eventos Connected Smart Cities & Mobility, Airport Infra Expo, PPP Awards & Conference e o International Brazil Air Show. Confira e entrevista!

Como começou sua carreira no empreendedorismo? E como você começou a atuar com infraestrutura, cidades inteligentes e mobilidade?

Abri o primeiro negócio com 21 anos. Sempre tive na veia o empreendedorismo, sempre quis ter um negócio próprio. Abri minha primeira empresa de eventos, prestando serviços para promotoras e conferindo como poderia ter participação mais ampliada no setor, prestando serviços para outras empresas. Em 2008,, comecei a produzir meus eventos próprios. A intenção era trabalhar com ONGs e o Terceiro setor, com a promoção do empreendedorismo social dentro de empresas.

Migrei para o mercado de infraestrutura em meados de 2007, quando comecei a trabalhar com evento de aviação. Sempre gostei de gestão pública e estive envolvida com projetos que discutem cidades, e numa missão em 2014 que fiz para a Inglaterra, comecei a entrar em contato com o tema de cidades inteligentes. Criamos, em 2014, o ranking Connected Smart Cities, principal e único indicador de cidades inteligentes no Brasil. Usamos ele no evento para que as cidades consigam se espelhar em outras localidades que conseguiram melhores indicadores. A mobilidade sempre esteve presente em tudo que eu discutia sobre aviação no contexto de infraestrutura, mas ainda não era tão aprofundado. Quando criamos o Connected Smart Cities, percebemos que havia temas que não conseguíamos aprofundar, e daí criamos o evento paralelo Connected Smart Mobility.

Como surgiu a ideia do Connected Smart Cities? Quais as novidades e números desta edição?

Neste ano, tínhamos a expectativa de ampliar a discussão e o número de participantes. Veio a pandemia e nosso principal negócio era o evento presencial, mas rapidamente nos reinventamos, porque nossa discussão não dependia do espaço físico. Tudo se passou em um curto período, seis meses entre a decisão e a realização, e aprendemos muito sobre as ferramentas, linguagem que melhor se adapta ao evento digital, convidados. O evento foi um sucesso em termos de público, com 55 sessões ao vivo em 12 palcos virtuais. Tentamos replicar o presencial e a resposta foi positiva, levamos 10 mil participantes para a plataforma, que continua ativa. A ideia é que consigamos abrir os conteúdos para pessoas de interesse e continuemos a repercutir os painéis.

Atualmente, como você vê a participação feminina no setor de cidades inteligentes e mobilidade?

Ampliamos a presença das mulheres e também o contexto delas na discussão da mobilidade, eventos em que a figura masculina é predominante. É importante tratar o assunto com mais cuidado, considerando a segurança e o bem-estar delas ao ocupar os espaços públicos. No Connected Smart Cities, discutimos com muita profundidade esse tema, e um dos nossos principais parceiros foi o Instituto As Valquírias, composto por mulheres. Trouxemos para a pauta do gestor público a importância de entender que uma cidade só se desenvolve quando é inclusiva, e fizemos a discussão pela ótima feminina.

Nos nossos eventos é mais fácil incluir as mulheres, mas nos eventos dos parceiros também temos a preocupação de incluir essa pauta. Por exemplo, fazemos um evento junto à Polícia Civil de São Paulo e conseguimos incluir essa discussão, que não era comum para eles, e trazer esse tema para um fórum que era antes mais técnico, porque entendemos que esse assunto faz parte do tópico segurança. Depois, desenhamos e lançamos o movimento Mulheres na Segurança Pública, com a proposta de criar um ambiente melhor para as policiais, mas também para incluir a discussão na pauta da polícia.

Na sua opinião, quais as perspectivas para o avanço do setor no Brasil?

Acho que estamos avançando. A promoção do diálogo intersetorial, em que colocamos diversos atores para discutir ambientes tão complexos, acreditamos que seja fundamental para avançar mais rápido. Ao promover essas discussões, queremos promover um diálogo com foco no cidadão, discutir soluções com diferentes atores para pensar junto como podemos promover, espaços, condições e qualidade de vida melhores para as pessoas na cidade e na mobilidade. Nossa perspectiva é de que esse avanço aconteça nessas bases, e acreditamos que contribuímos para isso.

Para finalizar, quais são os seus planos para o futuro?

Nosso plano principal é fortalecer pautas que são prioritárias para a Necta, dentro do contexto de ferramentas digitais. Os nossos projetos eram principalmente eventos presenciais,, e percebemos que podemos ter um alcance maior através de ferramentas on-line de conteúdo, como nosso portal, ampliando o escopo dos nosso estudos e promovendo eventos digitais. Desejamos também ampliar a discussão regional em outros locais do país que nem sempre conseguimos trazer para os nossos eventos. Temos no nosso escopo ter mais clientes que tenham agendas que fortalecem nossa missão, então organizar a 1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME) tem muito a ver com nossa proposta de valor: criar conexões com propósito.

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